nova turma!!
março 16th, 2011 § Deixe um comentário
Sensopercepção e Corpo Cênico – Criação em Dança
A oficina oferecida por Patrícia Noronha tem duração de três meses, com encontros de duas horas, duas vezes por semana, totalizando 54 horas de aula.
Mira a amplitude da percepção corporal, do repertório de movimento, da expressividade do corpo, além da expansão da imaginação criativa e da presença cênica. Para atingir os alvos, as atividades contém exercícios de sensopercepção (atividade baseada na Eutonia de Guerda Alexander), exercícios com os fatores do movimento – tempo, energia, fluência e peso – e com os seis espaços (pessoal, parcial, total, social, cênico, espaço/tempo dramático), além de paisagens sonoras e composições de seqüências de movimento.
assuntos:
anatomia do corpo, sensopercepção, dinâmicas de movimento, voz, improvisação, diagonais, máscaras, composição, amplitude do repertório de movimento e da expressividade do corpo, pensamentos corporais, movimento interno, emoção, alongamento, força, relaxamento, gesto, energia, gravidade, criação, musicalidade, explosão, poesia, presença, prontidão, humor, alegria, emoção, prazer, reflexão, desafio, superação, tempo, espaço, comunicação, jogo, dança, vida
Aulas específicas são gravadas em vídeo. Além dos objetivos acima descritos, a oficina visa uma composição coreográfica com caráter de recorte processual. Esta composição é apresentada no Estúdio Bolha e também registrada em vídeo; acontece em meio a uma festa de confraternização, ao final da oficina, e não possui o caráter de ‘espetáculo’. A festa é dos integrantes da oficina para seus convidados.
Ao final do módulo há entrega de certificado de participação, além de um vídeo-book editado com imagens da apresentação final e do oficineiro nas aulas.
horário da turma:
terças e quintas-feiras das 19h00 às 21h00 - público alvo: adultos a partir de 17 anos
investimento: R$670,00, pagos em duas vezes – no início e após um mês
não há taxa de matrícula
há desconto de 10% para ex-alunos e para colaboradores
Aqui um vídeo de um final de oficina:
figuras do excesso
novembro 8th, 2010 § Deixe um comentário
Hoje comecei a compartilhar aqui minhas anotações do curso de Denise Sant’Anna “Figuras do Excesso”.
Estou aproveitando demais o curso!
Estou em processo de criação de um novo solo que girará em torno das questões levantadas pela professora e que têm muito a ver com cada um de nós. Aguardem o solo, mas enquanto isso, visitem a página “Figuras do Excesso”, na coluna à esquerda, em que transcrevo minhas anotações do curso de Denise e suas dicas de leitura, filmes e obras artísticas escolhidas por ela para serem estudadas a fim de que nos situemos nesta época maluca que vivemos.
Vale a pena ler minhas anotações e correr atrás das dicas de Denise.
Vocês topam estudar junto e colaborar com suas referências?
Tomara que sim!
Inté mais!
merecimento
novembro 3rd, 2010 § Deixe um comentário
Você talvez mereça se esconder do mundo para ter condições de cuidar de assuntos mais impessoais e sagrados.
A ligação com o passado, a consciência de um ciclo secreto que se repete em sua vida pode ser a explicação para tanto sentimento do tempo.
Observe.
dançar
julho 4th, 2010 § Deixe um comentário
Alegria imensa!! Depois de mais de dois anos, por conta de lesões no tornozelo, no joelho, na alma, falta de espaço de todo tipo, hoje voltei a dançar! E cantar! Por mais de duas horas! Só parei pra não me machucar…tem q voltar aos poucos, com muuita paciência e carinho! Obrigada a todos vocês! Beijos! Boa noite!
volta
junho 22nd, 2010 § Deixe um comentário
Depois de um bom tempo sem escrever aqui, decidi retomar o blog depois de me procurarem para ter aulas de butoh.
Sempre me incomodo em falar nesse assunto.
Segundo o meu mestre Takao Kusuno, o butoh não é um estilo de dança e sim uma filosofia de vida. Ele dizia que não se ensina butoh, nem faz-se butoh, e sim é-se butoh.
Se surgirem dúvidas aqui, desenvolverei este raciocínio a partir do que pude aprender com Takao Kusuno.
Tenho muitas histórias.
Até já!
um dia, um rato, um sapo
dezembro 20th, 2008 § Deixe um comentário
Foram as primeiras palavras que vieram.
Um dia,
resolvi fazer este blog para escrever umas asneiras e outras nem tanto. Queria escrever pra ninguém ler.
Não escrevo bem.
Meus textos são exagerados, cheios de adjetivos e superlativos, chatos, quase sempre na primeira pessoa, num tom meio intimista-melancólico-vítimico, conseqüência da indignação pela falta de reconhecimento do resto da humanidade em relação à essa mortal que aqui escreve. Com um quê de auto-piedade que chega a ser constrangedor. Sim, uma das neuroses que desenvolvi tem matizes paranóicos e egocêntricos, mas estou em vias de superá-los, quero crer.
Ontem mesmo eu apaguei um texto que havia escrito aqui. Fiquei com vergonha. O texto fazia uma ginástica que escancarava um raciocínio lógico no mínimo equivocado. Começava falando sobre paz e plenitude, passava a abordar o Yoga e a meditação, mostrava dois vídeos de um fulano esclarecendo essas duas atividades (vídeos bem interessantes), em algum momento associava plenitude e paz com a velhice, para enfim, ainda bem, terminar achando todo o escrito uma grande bobagem, uma exposição da relação non sense entre conceitos errôneos.
E, o pior, era sério.
Trabalhei nesse texto por mais ou menos uns cinco dias e apaguei.
Dá vontade de recupera-lo e publica-lo novamente, de tão ruim que é, hahaha!
Um rato.
Não sei por que escrevi a palavra rato. Não tenho nenhuma história com ratos. Minto. Há uma traumatizante, de anos atrás, uns 10, quando eu morava em uma chácara em Barão Geraldo, Campinas. Mas deixo-a para outra oportunidade.
Há outra, ocorrida há pouco mais de uma semana, quando tivemos, eu e minha filha Mariá, a certeza de que há um camundongo que visita nossa cozinha à noite. Eu já havia visto um vulto escuro correndo para debaixo da geladeira. Mas eu olhei e não achei nada, vi de novo o vulto, chequei e nada, aí resolvi acreditar que era ilusão idiótica.
Nunca houve problema com ratos aqui em casa. Até que deixei um queijo curando em cima da pia e no dia seguinte ele estava todo roidinho. Blaaargh! Que nojo! Sentimento ambíguo, pois não consegui deixar de achar fofinho, credo. De qualquer maneira, dá muita dó matar, mas vejo que não é dó nada, é nojo de encontra-lo morto de veneno. Tenho que resolver mais isso ainda esse ano, envenenar um rato.
Um sapo,
sapo, sapo…Por que “sapo”?
Sei lá, sapo é uma das carências de uma cidade como São Paulo, pelo menos no bairro perto do centro onde moramos. Sinto falta de uma sinfonia de sapos à noite. Sapo-martelo, coisa e tal. Só me dou conta de que sinto falta quando viajo pros lugares em que os sapos conseguem viver. Esses lugares são geralmente limpos, ecologicamente falando, com um riozinho ou pântano ou cachoeira ou mata ou tudo isso junto.
Existem uns sapões que são extremamente simpáticos e para mim todos os sapões assim se chamam Clóvis.
É que lá na Fazenda Serra, em São João da Boa Vista, cidade onde passei a maioria dos melhores momentos de minha vida (minha família é de lá), havia um sapo, que se chamava Clóvis, que vinha todas as noites à varanda comer os besouros que caíam no chão, doidos de lâmpada e lampião. O Clóvis comia muitos besouros a cada noite, comia tantos que depois mal conseguia andar. Ele era grandão e muito lento. Sempre que íamos pra Serra ele aparecia à noite. Demorei a entender que não era sempre o mesmo sapo que vinha e, portanto, que aquele não era o Clóvis, mas era um dos Clóvis.
Num primeiro momento fiquei desapontada. Achava que o Clóvis era um sapo muito especial que vinha sempre nos visitar quando estávamos por lá, nas férias, nos feriados, nos finais de semana.
O tempo passou e eu crescí. Até hoje, já envelhecente, a cada vez que cruzo com um sapão simpático se banqueteando nas varandas dos diferentes bucólicos lugares que tive, e tenho, a sorte de freqüentar no correr dos anos, me surpreendo cumprimentando “oi Clóvis”, ou apresentando o Clóvis a alguém.
O que? Se eu já pensei em beijar o Clóvis? Como no conto de fadas?
Cruz-credo! Já pensou se me aparece no lugar dele assim, de repente, puf, um príncipe?
Preferí não correr o risco.
a idade de um corpo
dezembro 18th, 2008 § Deixe um comentário
As penas de histórias várias, asas que levam a um caminho só de ida.
As penas de Naípe com bolo de chocolate, as histórias que contam e que um outro revela. Histórias escondidas e evidentes, é tudo assim: direto e simples.
Difícil jorrar sem concentração, solto…
Fios soltos na noite
Ipês e flôres no rio
Sangue da carne lavrada corre por dentro e chora vermelho.
O desespero de se ver no espelho num filme rápido da pele enrugando pelos anos.
A idade do corpo…
Que idade é essa?
Não é a idade de uma vida,
É a idade de um gole d’água.

princesa ateh
junho 1st, 2008 § 2 Comentários
Plantei rosas nas tuas botas, e o goivo cresce no teu chapéu.
Enquanto te espero, em minha noite única e permanente, os dias caem sobre mim como pedaços de uma carta rasgada.
Junto-os e soletro as tuas palavras de amor.
Decifro-te mal porque, às vezes, uma escrita desconhecida aparece, e fragmentos de uma outra carta inserem-se na tua, e um dia e uma carta pertencentes a outro misturam-se assim à minha noite.
Espero o teu retorno, que tornará as cartas e os dias supérfluos.
E pergunto-me: será que então aquele outro me escreverá, ou será apenas noite?
(princesa ateh)
iluminação e mestres
abril 5th, 2008 § 2 Comentários

A Margot me ensinou que todos os animais têm alma e que os outros animais são muito mais evoluídos que a humanidade.
A Margot era um buda encarnado cachorro.
Paciente, silenciosa, muito especial.
Quando queria uma coisa parava, sentava e me fitava.
Aquele olhar ia me incomodando e me conduzia a fazer tudo o que ela queria.
A Margot não lambia, não mordia, não latia e não chorava.
Não gostava de contato físico muito intenso, só adorava que lhe coçassem a barriga. Apesar disso, suportava pacientemente, imóvel, meus arroubos de carinho, quando eu a segurava no colo e a balançava como a um bebê humano.
E aqueles olhos? meus Deuses! que olhar era aquele!
Sinto muita saudade dela e agora eu choro.
Era um olhar de gente! de gente muito especial!
Quando a Margot ficava fora de casa, ela não chorava, não latia, ela simplesmente sentava e esperava que sentissem sua falta. Só!
Quando queria algo e eu fingia que não percebia seu olhar, ela fungava, fazia que coçava o nariz.
Se mesmo assim eu não a atendesse, fingindo que não ouvia, ela encostava delicadamente os pêlos em volta de seu focinho na minha perna e pronto!, conseguia tudo!
Nunca mais vou esquecer aquele olhar dela pra mim quando ela estava no hospital, toda cheia de água, porque seu rim não funcionava, balançando, mal se mantendo sentadinha.
Era um olhar suplicante que me perguntava: o que foi que eu fiz de errado? o que está acontecendo comigo? por que não me levam pra casa? por que não me tiram desse lugar? Por que me maltratam tanto?
Também nunca vou esquecer quando ela procurava os cantinhos escuros da casa pra ficar quietinha porque sabia que ia morrer.